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Abertura de empresas no Brasil teve melhor desempenho da década em 2020

Os dados sobre abertura de novos negócios são do Boletim anual do Mapa de Empresas, apresentado pelo Ministério da Economia.

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Em 2020, o Brasil alcançou uma marca histórica na abertura de empresas, foram mais de 20 milhões de negócios em atividade. É o melhor patamar em pelo menos uma década. Os dados foram divulgados na apresentação do boletim anual do Mapa de Empresas pela Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia.

Outra marca positiva alcançada é a média de tempo para abertura das empresas que, em dois anos, caiu pela metade. Em janeiro de 2019 eram 5 dias e 9 horas, agora é de 2 dias e 13 horas.

Foram 3.359.750 novas empresas abertas no ano passado, um recorde. Em relação ao fechamento, foram 1.044.696 empresas que precisaram encerrar suas atividades, o que representa queda de 11,3% na comparação com 2019. O saldo positivo é de 2.315.054 empresas abertas.

“Desde janeiro de 2019, o tempo médio de abertura de empresas foi reduzido mais da metade e hoje já temos mais de 45% das empresas abertas em menos de um dia”, destacou o secretário especial adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Gleisson Rubin.

“Temos observado que, quadrimestre a quadrimestre analisado, o tempo médio de abertura tem caído, o que demonstra que as medidas adotadas têm surtido efeito e o Brasil caminha para a sua meta, que é obter o tempo de abertura em todo o país inferior a um dia. E a extração de dados feita agora, em 22 de janeiro, aponta a existência de mais de 20 milhões de empresas no Brasil. É a primeira vez que esse indicador supera essa marca.”, completa.

🔹 Desburocratização para abertura de empresas

Recentemente, foram adotadas medidas que facilitam a vida do empreendedor e que propiciaram a redução no tempo para abrir novos negócios e favoreceram as pessoas a tomar a decisão de empreender. É o caso da transformação digital impulsionada pelo governo federal e que já atinge todas as 27 juntas comerciais – existe uma por unidade federativa.

“O governo do futuro será digital e integrado. 2020 foi um ano difícil para todos nós. Os brasileiros foram à luta, abriram seus pequenos negócios e estão virando o jogo”, ressaltou o secretário de Governo Digital, Luis Felipe Monteiro.

“Do lado do governo, investimos forte na transformação digital e no diálogo com os estados e municípios, colocando os serviços na palma da mão do cidadão, a qualquer hora e em qualquer lugar. Mesmo diante do cenário de pandemia, tivemos recorde histórico.”

🔹 Destaques na atividade econômica

A atividade econômica que representou o maior fluxo de novos negócios é a do comércio varejista de artigos de vestuários e acessórios, com 200.662 empresas abertas no último ano. Foi seguida das empresas de:

– promoção de vendas (149.063 abertas);
– cabeleireiros, manicure e pedicure (134.992 abertas);
– fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar (110.261 abertas);
– obras de alvenaria (108.135 abertas).

O movimento de abertura de negócios na modalidade de Empresário Individual – que inclui os microempreendedores individuais (MEI) – é outro destaque. De todas as empresas abertas no ano de 2020, 2.663.309 eram MEI. É um aumento de 8,4% em relação a 2019.

Hoje, MEI responde por 56,7% dos negócios em funcionamento no país. As medidas de simplificação para abertura de empresas nesta modalidade são reflexo da Lei da Liberdade Econômica, de 2019.

“Nós podemos dizer que o Brasil é um país de microempreendedores. Além dos microempreendedores individuais, temos as microempresas, que representam mais da metade das empresas abertas no país (as que faturam até R$ 360 mil ao ano)”, acrescentou Antonia Tallarida, subsecretária de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, Empreendedorismo e Artesanato no Ministério da Economia.

“O crescimento do MEI é devido à facilitação de abertura e, quando você melhora o ambiente de negócios, tem um incentivo à formalização. Há empreendedores que estavam em atividades informais e que hoje conseguem enxergar um benefício na formalização, em emitir nota, na contratação, especialmente com medidas que foram lançadas em 2020, como o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).”, completou.

Texto por Ananda Santos

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